Este blogue parece-se muitas vezes um anexo d'A bola, (quem me dera talvez), acabo por falar mais de futebol do que aquilo que quero. O futebol tem-me dado...uma tranquilidade, acompanhada de um felicidade, que nunca pensei. Sei que é o desporto rei (porque será não é?), mas comigo, funciona como uma maneira relaxante de passar o meu tempo. Sinto, que durante noventa minutos, estou bem...Sabe-me bem aos olhos, faz-me vibrar se for o caso...E hoje, escrevo este texto por duas razões...Se bem que ambas é para dar nas orelhas do povo português; apenas observando ângulos diferentes. Em primeiro lugar, (e este é um facto que já tinha observado) fez-me rir a postura dos homens do topo do Sporting Club de Portugal. Não sei se já repararam mas todos eles se vestem de forma muito bem ordenada, sem nada fora do sitio, e a gola da camisa e suas garbadines fazem lembrar um estilo de tropa...Como se isto não bastasse, têm todos uma postura de "maus", de comandantes, de fortes...Mas a verdade é outra. Não conseguem dar as suas tão fortes ordens para dentro do campo, nem mesmo cá fora. E quando a revolta e frustração os atinge (o que vos digo já, queridos "tenentes" que calha a todos), pousam a cabeça, barafustam, e o vocabulário que sai das suas bocas é tudo menos educado...Para quê essa postura? Se nem resultados vos trás? Coloquem um sorriso, e façam o melhor no que vos compete. (E eu nem sequer sou sportinguista...por isso, aproveitem.)
Hoje também acompanhei a rubrica perdidos e achados, na SIC. É algo que por vezes vejo, pois acho interessante...Dentro de mim, sempre existiu algo que gosta de observar (e se for para me agradar, melhor ainda) o antes e o depois. O caso de hoje era sobre estrangeiros (da Holanda e França principalmente) que investiram em terrenos abandonados (ou se preferirem a verdade: não aproveitados) no Alentejo. Terrenos, no nosso país, esquecidos, postos de lado, como se tivéssemos tanto...Como se fossemos tudo...Por amor de Deus. Que fique bem assente que não estou a criticar os actos dos estrangeiros, nem que sou contra a sua estadia aqui, pelo contrário, pelo contrário! E foi engraçado ver as suas figuras iniciais, como que uns pobres coitados deitados sem querer numa terra quase árida...à deriva...E agora? São pessoas resplandecentes! Vivas. Que lutaram! E não lutaram em vão. Portugueses...com todo o respeito: onde está o vosso cérebro? O vosso coração? Em lado nenhum...Desde o tempo das Descobertas que somos, tal como disse o grande Eça, uns "vencidos da vida"...
Ænima, palavra de origem Tooliana, que tem como significado: a lavagem da alma. Morreu o pequeno deus, morreu uma apologia...Prefiro desiludir com a verdade do que iludir com a mentira, e no entanto, aqui estou, a julgar-me fora do alcance da minha própria ambição. É hora de encaixar as peças todas. É altura de observar os vários pontos de vista duma peça completa.
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
500 days (48)
Não sei se é alívio ou não, mas chegou a hora de crescer. Crescer no que é possível. E deixar que a vida faça o que faz de melhor: colocar-se no nosso caminho.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Palavras mudas (49)
Tenho o meu interior sem espaço. Queria tentar, com a ajuda de palavras escritas, esvaziar-me. São gritos, são tristezas. Sonhos muito fracos...no entanto sobra uma vontade, uma vontade recente, e não tardia, que chegou literalmente do céu...Recordo com a minha única parcela de alegria: que não veio tarde de mais. De resto...é tudo um eco amolecido. A vida custa a passar, como se cada dia, em vez de arduamente aproveitado, fosse um peso tremendo. Preciso de espaço urgentemente dentro de mim. Não sei para onde me virar, está tudo tão apertado. Desiludo, talvez menos do que já desiludi, desiludem-me, de forma constante. Em alguns casos tenho de fazer o que todos fazemos: seguir em frente e acreditar que tudo vai melhorar...No entanto, noutros casos de importância igual ou maior, o que me revolta (e sei que muitas vezes dou este mesmo sentimento ás outras pessoas, pela mesma razão), as pessoas decidem não me ouvir, mesmo me dando razão...e depois...Erro. Honestamente, preferia estar errado, assim escusava de suspirar, feito frustrado, consciente que a minha razão, mesmo estando certa, valeu de nada. Odeio quando as coisas valem de nada. O mundo nestas coisas é estúpido. Muito estúpido. Queria gritar muito, e chorar ainda mais, até que tudo o que aqui tenho dentro desaparecesse. Gritar posso, mas estou sempre com gente por perto...e chorar? Bem tento. E não consigo. E no entanto, lá estou eu, a conseguir ajudar outros a chorar. Vida minha, diz-me lá que não és irónica...Diz.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Apetece-me adormecer (em) 2011... (50)
(http://versologista.blogspot.com/2011/01/apetece-me-acordar-em-2011.html)
Estamos em 2011. Quem diria.
Hoje, primeiro dia do ano, dormi três horas durante a tarde. Não foi sono, não foi cansaço. Foi tédio. Um miserável tédio, um inútil vazio. Tinha frio, cobri-me. Coloquei música a tocar e deixei-me ir. É tão fácil adormecer...é tão fácil desistir. Dormi durante três horas.
Não sei se de facto o mundo vai terminar em 2012, de qualquer das formas, porque não fazer deste ano o ano das diferenças? Disse Ghandi: Torna-te na diferença que queres ver no mundo. Disse um 'cantor' português: Se queres mudar o mundo então muda-te a ti primeiro. O que faríamos nós de diferente se o mundo acabasse amanhã (ou em 2012)? Se exactamente ao fazermos algo de diferente este não acabasse? (B.W.) (Nada?)
Queria dormir. Fingir preencher espaços com sono. Dar a volta a uma questão, a várias questões; umas mais complicadas do que outras. Apenas dormir.
Também podia dormir só para poder acordar revitalizado; preparado para tudo.
Aí vem mais um ano.
Não consigo fazer nada. E tudo me corre mal.
Eu sei, eu sei...Nem tudo pode correr bem. Mas tudo mal? Eu sei, eu sei. Ingratidão. Talvez. Hoje é a minha vez. Espero ser punido por isto; nem que seja por mim próprio.
Um bom ano de 2011 para todos...não deixem nada por fazer ou dizer, talvez este de facto seja um ano diferente...o vosso ano. O ano dos actos e das mudanças. O ano da espiral.
Estamos em 2011. Quem diria.
Hoje, primeiro dia do ano, dormi três horas durante a tarde. Não foi sono, não foi cansaço. Foi tédio. Um miserável tédio, um inútil vazio. Tinha frio, cobri-me. Coloquei música a tocar e deixei-me ir. É tão fácil adormecer...é tão fácil desistir. Dormi durante três horas.
Não sei se de facto o mundo vai terminar em 2012, de qualquer das formas, porque não fazer deste ano o ano das diferenças? Disse Ghandi: Torna-te na diferença que queres ver no mundo. Disse um 'cantor' português: Se queres mudar o mundo então muda-te a ti primeiro. O que faríamos nós de diferente se o mundo acabasse amanhã (ou em 2012)? Se exactamente ao fazermos algo de diferente este não acabasse? (B.W.) (Nada?)
Queria dormir. Fingir preencher espaços com sono. Dar a volta a uma questão, a várias questões; umas mais complicadas do que outras. Apenas dormir.
Também podia dormir só para poder acordar revitalizado; preparado para tudo.
Aí vem mais um ano.
Não consigo fazer nada. E tudo me corre mal.
Eu sei, eu sei...Nem tudo pode correr bem. Mas tudo mal? Eu sei, eu sei. Ingratidão. Talvez. Hoje é a minha vez. Espero ser punido por isto; nem que seja por mim próprio.
Um bom ano de 2011 para todos...não deixem nada por fazer ou dizer, talvez este de facto seja um ano diferente...o vosso ano. O ano dos actos e das mudanças. O ano da espiral.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Resurrectione (51)
Durante anos falei de metamorfoses, fases...Mais recentemente tive um encontro de nível terceiro com uma banda chamada Nirvana. Depois vieram os A Perfect Circle. Mudei. Mudei muito, para melhor. Senti isso. Fiz isso. Depois, uns tempos depois, uma espiral alternativa de luz entrou na minha vida: Tool. Entrei deveras num estado diferente. Entre outras coisas vi sem querer, numa noite de tédio em que estava na televisão (eu que não dispenso diariamente minutos nela), um filme chamado Fight Club. E li...li vários livros. Tudo em mim se transformou. Chorei no Céu, agradecido, dando o devido valor a tudo o que tinha de bom e que poderia ainda vir a ter. As pessoas que me rodeiam dizem que tenho medo de ser feliz, e que gosto de fazer todos felizes sem nunca pensar em mim...Não é totalmente verdade. Fazer-vos felizes significa muito para mim. Caí ao inferno. Vagueei algum tempo nesses lugares onde o ar pesa, e o ar é quente. Agora?
Agora estou disposto a fazer o que fiz noutras eras. Resurrectione. Já começou. Tudo se tornou nítido. A pena, essa pena que todos gostam de sentir por outros, é um sentimento decadente, triste. Não sou nenhum doente, nem preciso de pena. Guardem-na. Da mesma forma que guardam a verdade.
Não quero cometer o mesmo erro que cometi com a Apologia do meu eu. Terminar tudo, assim do nada, ir escrevendo tristezas quase sublimes, mensagens ao deus de ará. Não quero, nem vou, porque o poder está dentro de nós. Sempre esteve, com ou sem centelha divina. Por isso, por agora retiro-me. Voltarei sempre que a necessidade de escrever algo diferente, que encaixe perfeitamente nestes números que vão caminhando para zero, apareça. Sempre gostei de sublinhar que sou trevas. Esqueço-me também é de dizer que não sou só trevas. Também sou luz. Sou o mundo, sou a contradição, sou o pior ser humano, sou o melhor monstro. Sou eu, diferente todos, igual a todos, único em coisas como todos os somos.
Resurrectione.
Deixo-vos a minha última filosofia de vida; que parecerá idiota talvez, mais uma frase igual às outras especiais, que viajam no tempo, nas culturas, aparentemente repetidas, vazia...Até podem ter razão; mas tem funcionado comigo:
Nem tudo pode correr bem.
Estarei sempre aqui, a continuar a escrever, porque é isso que sou, é isso que faço. Aqui quando chegarem as horas certas; nas narrativas de um monstro (http://versologista.blogspot.com/) e agora mais recentemente, com toda a força do mundo, com todo o orgulho do mundo, e com a melhor pessoa que poderia encontrar: Memórias De Um Monstro (http://memoriasdeumonstro.blogspot.com/).
Neste mundo só existe uma escolha pela qual vale a pena viver, e a qual faz toda a diferença: "I choose to live..." (Gravity - APC)
Agora estou disposto a fazer o que fiz noutras eras. Resurrectione. Já começou. Tudo se tornou nítido. A pena, essa pena que todos gostam de sentir por outros, é um sentimento decadente, triste. Não sou nenhum doente, nem preciso de pena. Guardem-na. Da mesma forma que guardam a verdade.
Não quero cometer o mesmo erro que cometi com a Apologia do meu eu. Terminar tudo, assim do nada, ir escrevendo tristezas quase sublimes, mensagens ao deus de ará. Não quero, nem vou, porque o poder está dentro de nós. Sempre esteve, com ou sem centelha divina. Por isso, por agora retiro-me. Voltarei sempre que a necessidade de escrever algo diferente, que encaixe perfeitamente nestes números que vão caminhando para zero, apareça. Sempre gostei de sublinhar que sou trevas. Esqueço-me também é de dizer que não sou só trevas. Também sou luz. Sou o mundo, sou a contradição, sou o pior ser humano, sou o melhor monstro. Sou eu, diferente todos, igual a todos, único em coisas como todos os somos.
Resurrectione.
Deixo-vos a minha última filosofia de vida; que parecerá idiota talvez, mais uma frase igual às outras especiais, que viajam no tempo, nas culturas, aparentemente repetidas, vazia...Até podem ter razão; mas tem funcionado comigo:
Nem tudo pode correr bem.
Estarei sempre aqui, a continuar a escrever, porque é isso que sou, é isso que faço. Aqui quando chegarem as horas certas; nas narrativas de um monstro (http://versologista.blogspot.com/) e agora mais recentemente, com toda a força do mundo, com todo o orgulho do mundo, e com a melhor pessoa que poderia encontrar: Memórias De Um Monstro (http://memoriasdeumonstro.blogspot.com/).
Neste mundo só existe uma escolha pela qual vale a pena viver, e a qual faz toda a diferença: "I choose to live..." (Gravity - APC)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
"Sou o centro acolhedor e quente da terra..." Tyler Durden
Queria ser, mas não sou.
Epic fail, é uma expressão utilizada num jogo que já jogo há alguns anos. Possivelmente é o jogo mais jogado no planeta, mas isso agora não interessa. Todos nós temos os nossos escapes, digamos que esse é um dos meus. No entanto é essa a expressão que sinto agora na minha vida. A tradução à letra seria "falha épica", neste caso concreto o que sinto é a enorme falha que sou e que cometi. Como escrevem os London After Midgnight: we pay a price for all our choices made...e é verdade. Existem passos, ou movimentos se preferirem, na nossa vida, que podem ser recuados, corrigidos, alterados. Gosto de pensar dessa forma. No entanto, infelizmente, outros não. E é verdade desgostosa. Existem coisas que fizemos, dissemos, ou não fizemos ou não dissemos, que simplesmente já não têm cura, remédio.
O meu preço a pagar é elevado. E mesmo que não seja tudo culpa minha, o preço que pago, mesmo que dividido de alguma forma, é muito elevado. É pesado. Faz-se pesar. Sim, a minha vida continua, mas continua com esse peso. Dizem que é tudo uma questão de tempo, e contra a minha vontade noutras alturas, a realidade é que vos dei razão. No entanto, também tenho de vos dar razão noutra coisa: existem sempre excepções. E apesar de já contar com vinte e três Outonos, já tenho alguma bagagem, e o que sinto desta vez é diferente de todas as outras. E é uma única excepção que me vai pesando, que me vai travando e destravando. É muito pensamento, é muito sentimento. Isso tudo. Cause I don't want to let go, let go, let go too soon, como diz a Sara Bareilles. Talvez seja isto, não sei.
Sei que não sou o centro quente da terra. Já o senti. Já espalhei esse calor. Agora vivo, vivendo apenas, da forma que consigo.
São fotografias que não consigo apagar, são histórias que não consigo apagar. E é um conjunto de toques. Não existem palavras...é um algo que existe e que vive apenas em duas pessoas, ou que já viveu. E eu sou uma delas. E agora?
Epic fail, é uma expressão utilizada num jogo que já jogo há alguns anos. Possivelmente é o jogo mais jogado no planeta, mas isso agora não interessa. Todos nós temos os nossos escapes, digamos que esse é um dos meus. No entanto é essa a expressão que sinto agora na minha vida. A tradução à letra seria "falha épica", neste caso concreto o que sinto é a enorme falha que sou e que cometi. Como escrevem os London After Midgnight: we pay a price for all our choices made...e é verdade. Existem passos, ou movimentos se preferirem, na nossa vida, que podem ser recuados, corrigidos, alterados. Gosto de pensar dessa forma. No entanto, infelizmente, outros não. E é verdade desgostosa. Existem coisas que fizemos, dissemos, ou não fizemos ou não dissemos, que simplesmente já não têm cura, remédio.
O meu preço a pagar é elevado. E mesmo que não seja tudo culpa minha, o preço que pago, mesmo que dividido de alguma forma, é muito elevado. É pesado. Faz-se pesar. Sim, a minha vida continua, mas continua com esse peso. Dizem que é tudo uma questão de tempo, e contra a minha vontade noutras alturas, a realidade é que vos dei razão. No entanto, também tenho de vos dar razão noutra coisa: existem sempre excepções. E apesar de já contar com vinte e três Outonos, já tenho alguma bagagem, e o que sinto desta vez é diferente de todas as outras. E é uma única excepção que me vai pesando, que me vai travando e destravando. É muito pensamento, é muito sentimento. Isso tudo. Cause I don't want to let go, let go, let go too soon, como diz a Sara Bareilles. Talvez seja isto, não sei.
Sei que não sou o centro quente da terra. Já o senti. Já espalhei esse calor. Agora vivo, vivendo apenas, da forma que consigo.
São fotografias que não consigo apagar, são histórias que não consigo apagar. E é um conjunto de toques. Não existem palavras...é um algo que existe e que vive apenas em duas pessoas, ou que já viveu. E eu sou uma delas. E agora?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
(53)
Quero agradecer à minha irmã Joana. Talvez nunca lhe tenha agradecido como deve ser, por muitas coisas, muitas mesmo, entre elas, talvez menos agradecidas por todos os filmes ou livros que me sugere. Até agora todos eles foram maravilhosos. Os livros de um encanto fantástico, capazes de me prender, de me fazer passar o tempo de uma forma agradável. Livros que talvez no meu estado de alma normal não leria, romances, em grande parte românticos. E os filmes, todos eles, capazes de fazer sorrir, rir, e sonhar, acenar com a cabeça em momentos de romance. Na prática, todos esses momentos fazem-me sentir vivo, sentir feliz, e por momentos volto a ser esse ser humano que acredita no amor, na beleza do mundo. Obrigado, a sério obrigado. Talvez mesmo sem saberes vais colorindo a minha vida, e dando luz ao meu caminho. Queria escrever isto. Acho que precisava. Sempre quis dar valor às pessoas; e tu mereces, és a excepção à regra, como já te tinha dito. Continua assim, a colorir o mundo, porque o mundo sem ti perdia uma magia única.
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